Nessa etapa, as participantes do Laboratório vão se organizar como se já estivessem em uma cooperativa seguindo os princípios de autocuidado e cuidado coletivo e da autogestão feminista.

No dia 2 de fevereiro, foi a inauguração. Todas já se conheciam das ações de massa do MST ou tinham experiências em comum, mas nesse momento deram um passo a mais na construção de algo novo. Acordos de convivência foram realizados, responsabilidades com a organização e manutenção do espaço foram confirmadas Uma grande árvore foi imaginada por cada uma das participantes que, assim, nutriram suas raízes e visibilizaram suas folhas. Na sequencia, desenharam coletivamente uma árvore com suas expectativas, objetivos e acordos mútuos. Sempre trabalhando em roda. Uma vez na Grande Roda, outras em rodas menores. Mas sempre vivenciando a horizontalidade. Falando de si em primeiro lugar, mas olhando para todas, por isso o exercício de construção de seus crachás. E procurando sempre acordos possíveis.
As participantes do Laboratório vivenciaram por 20 dias consecutivos processos em que todas ganharam. Construíram novos espaços de organização, reforçando os processos políticos e organizativos do MST e novos laços deverão tecer uma bela e grande rede para a sustentação da vida.
No dia 24 de fevereiro, iniciaram outra etapa, esta em cada comunidade/território formado pelos acampamentos e assentamentos do MST.
